Publicado el Jue/18/Dic/2008 por Marisem a las 00:01:26
No chão entrelaçados
vulcão estremecimento
lâmpada acesa com
cigarras dentro
varando o assoalho
soerguendo o impossível leito
ou dobrados no quarto
mãos vazias que se dão ao vento.
Marise Manoel
(Curitiba, 1994)
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Publicado el Jue/11/Dic/2008 por Marisem a las 00:01:18
El poemario ‘Galo sem turno’ de la poetisa brasileña Marise Manoel fue publicado en Curitiba (Paraná, Brasil) en agosto de 1980. A continuación damos los enlaces a los poemas de esta edición digital de ‘Galo sem turno’ en Poética Digital / Revista de Poesía en la Red. Están ordenados empezando por el de más reciente publicación y acabando por el que se publicó primero en este sitio, por lo que, por tanto, llevan un orden inverso a como aparecen en el libro.
Sonho para sonhar o homem / 79
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Publicado el Jue/04/Dic/2008 por Marisem a las 00:01:55
Vida
vai gemendo tua roda
pelas sarjetas
no meio
de dedos cansados
de braços estanques
a vida
ela está se movendo.
Por que
não se agita em
cirandas e abraços
por que
ela se move
como planetas?
Vida
é rotina de sóis
gravada nas paredes
é solidez
de velhas teias
e
é mais um pedregulho
mais que um barulho
uma chuva
uma figueira.
A vida é
fabricação de fendas
com baratas por cima
da mesa
vida
trânsito de lesmas
nos bocais de noite.
Sob a solidão
nada é movimento:
águas caladas
com mosquitos dentro
águas que não se revoltam
em nós águas
de isolamento.
Porque a vida é
pássaro agourento
eu temo
ouvir seu canto
temo
não ouvi-lo
canto
contingência.
Marise Manoel
(De ‘Galo sem turno’, Edição da autora, Curitiba/agosto/1980)
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Publicado el Jue/27/Nov/2008 por Marisem a las 00:01:19
Uma só noite basta
para executar no
peito a rosa ou
o perfume da rosa
ou
canteiros.
Assim o facho
perde-se em meio
aus cabelos
e fica do dia
fohla
seca no coração.
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Publicado el Jue/20/Nov/2008 por Marisem a las 00:01:21
Reúno palavras
verso num canto
ou nada disso /
acontece e
somente posso
dizer: te amo.
Em tudo disso
anoitece mas
há palavra
á margem
do verso
obscura
no canto reclama
pro amor
uma noite sempre
ao alcance da mão
a criação de um dia
novo amor: un dia comum
entre frincha e febre e furor
? Como detê-lo
amor que é de vidro é
de vento é ventor.
Nada disso
consente ser
salteado seriado
tudo disso /
nos é possível deter?
Marise Manoel
(De ‘Galo sem turno’, Edição da autora, Curitiba/agosto/1980)
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Publicado el Jue/13/Nov/2008 por Marisem a las 00:01:39
Quando a noite principia
pontual e desnuda
é como a morte.
É mesmo como a morte.
Na estação
do trem que parte
como o dia
un homem cala
e a noite desce em seus ombros
num peso de esmola.
É mesmo como a morte.
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Publicado el Jue/06/Nov/2008 por Marisem a las 00:01:30
Quando tocas em mim
com seus dez dedos
de homen
meu corpo mulher
cega de ais
abre-se
em flor de deserto
miragem?
bagagem de talos
e hastes
poeira inútil
(en) cobre o cio.
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Publicado el Vie/31/Oct/2008 por Marisem a las 00:01:43
Por que
sobre meu colo
aberto em relva
caiu
a folha de ou
tono? Será
meu colo
de terra sujo
de adeus
e de tão morta
a folha
caiu em chamas.
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Publicado el Vie/24/Oct/2008 por Marisem a las 00:01:39
Pra Nica
Um rosto negro um
sangue ateu
senhas
meninas nuas
palmo de rua
céus.
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